No teatro que move minha vida, eu sou a única que consegue desfrutar de cada drama, viver cada ato, saber de todos os atores. No teatro que move a minha vida, apenas eu distingo a realidade da peça, apenas eu vivo a comédia, conheço de todas as farsas e aprendo todos os truque. No teatro que move minha vida, apenas eu conheço todos os espetáculos.

sábado, 11 de dezembro de 2010





Se você vier me procurar
O que acho que vais fazer
Saiba que nunca deixei de te amar
Por isso que deixei isso aqui pra você ler.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Em cada verdade, o medo da mentira

Não é que eu tenha medo de viver nossa vida, eu tenho medo de perceber que nossa vida não existe.


sábado, 13 de novembro de 2010

Romeo & Juliet?


Primeiro veio o não, e sem nos darmos conta estávamos negando sem querer convencer ninguém mais, exceto nós mesmos.
Negando-me admitir, até mesmo nas tardes da noite, tudo o que eu sentia por ti, repetia a mesma mentira para que se tornasse verdade. Castigava-me saber que se aquilo era nada, o que poderia ser tudo? Havia de ser algo, não havia de ser nada. E foi com este pensamento que a minha falsa verdade se tornou mentira.
Eres igualmente culpada, sorriste para mim todas as vezes que me viste passar.
Lembro-me da época que não havia sangue e iniciei a cair na tentação do meu coração buscando boca tua, pele tua, amor teu.
E então a tragédia começou dando os primeiros toques sutis e quase nem percebi a diferença, mas consciente que nada havia de estar igual.
Lagrimas brotavam em teus olhos em uma freqüência maior do que gostaria de ver e percebi que eras tu o teu próprio mal. Afim de querer te ver bem novamente, tentei te afastar de você mesma e quase consegui, mas falhei. Não contigo, e sim comigo.
Quando não eras mais tu, não te amava mais.
Precisava eu te ver cair em teus próprios pesadelos para poder eu me erguer em meus sonhos?
Sem agüentar tamanho atrevimento do meu ato, deixei-te. E ainda olhei para trás ao ir embora, e deixei naquele momento uma parte de mim com você. Ou já tinha deixado, mas não tinha percebido.
 Foi este o nosso veneno, amavámos por quem erámos. Veneno que foi injetado em nossos corações e que se espalhou pela a corrente sanguínea deixando ardência em cada membro que ele tomava conta.
Fantasmas começaram a rondar onde eu habitava e sua voz vinha sugando o resto de sanidade que ainda me restava. Há de sermos, eu e tu, Romeo e Julieta?
Ainda permanecemos aqui, a carne e a ossos, é verdade. Mas podemos dizer o mesmo a respeito de nossos corações? Ainda há vida neles? Ainda há chance de se apaixonarem novamente?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Viver, até mesmo sem enteder

Quando eu digo que eu falo respondendo mais a mim mesma que aos outros, é porque há em mim uma inquietação que lateja forte nas veias me fazendo falar sobre o que menos sei em busca de achar, por fim, uma resposta que seja boa ao menos para mim.
Vou me classificando como inconstante e insolúvel. Vou me metamorfoseando afim de descobrir que jeito sou me agrada mais e se abusar, mudar de estado quimico e/ou fisico de novo e de novo, só porque posso.
Sentir é algo que percorre seu corpo e grita te contando que estais viva mesmo sem saber viver, e vai errando até aprender a acertar, só pela a graça de tentar.
Não estou afim de formular, nem mesmo para mim, uma única formula de ser feliz e me concentrar sempre na mesma variável. Quero o novo de novo até o meu ritmo cessar e eu me aquietar descobrindo e entendendo o que me move, mas sem poder falar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando estiver no lugar sem fim

Não tenho a intenção de me transformar em um fantasma acorrentado há sombras de uma vida que não existe mais, mas também não tenho a pretensão de me tornar um anjo e guardar todos vocês, desejo apenas que quando estiver em um lugar sem fim, exista pelo menos alguém que acredite em mim, que pense em mim, que se lembre de mim.
Não peço que tentem me fazer presente, só não esqueçam que eu de fato já estive. Desejo apenas ter marcado alguém, ter ajudado a construir alguém. Peço que não tenham medo de falar de mim ou citar meu nome claramente, que se lembrem do meu riso e do meu toque.
Evitem me transformar em um herói que sei que não sou, e me acrescentar qualidades que sei que não tenho, apenas me mantenham do jeito que fui, pois me basta o que sou.
Não se sintam incapazes de superar e se alguém sentir muitas saudades de mim, apenas lembre do que eu pensava, pois enquanto meu pensamento existir, eu nunca irei.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Espelho em palavras


- Eu não acredito. - Foi tudo que ela conseguiu dizer.
- Ótimo, não acredite. Não deixará de ser verdade. – Eu sorri irônica.
- Como você pode ser tão fria?
- É só o que as pessoas fazem, ok? Está na hora de você crescer.
- E me tornar como você? Não obrigada! – Ela falou com lágrimas nos olhos.
- O mundo é cruel, você vai acabar percebendo isso.
- O mundo não é cruel. Você é. – Ela rebateu, eu podia ver o medo em seus olhos.
- E eu sou parte do mundo. Seja mais sensata. – Eu dei de ombros.
- Eu não sei o que é pior – Ela dizia balançando a cabeça freneticamente - se é você fazer o que faz ou não ligar a mínima pelo o que faz.
- Não é o que eu faço. É o que todos fazem. – Eu disse acendendo um cigarro.
- Eu não faço. - Sua voz era quase um sussurro.
- Criança. – Eu revirei os olhos e saí da cozinha em direção ao meu quarto.
- Pelo menos eu não sou como você. – Ela disse sem voz.
Ela não entendia. Ela era muito ingênua para poder entender, inocente demais para entender. Sua mente infantil era rodada de coisas imbecis como sentimentalismos e emoções.
Ás vezes queria tomá-la pelos os braços, protegê-la, fazer as dores cessar. Momentos assim eram raros e duravam pouco mais que segundos, era egoísta demais para fazer algo assim, pior que isso, era medrosa demais. Se fizesse isto, as dores seriam contra mim, os riscos iria ferir a mim, a vulnerável seria eu.
Eu sabia que ela um dia ela mudaria, que um dia ela se transformaria, um dia todos se modificam para poder sobreviver. Eu já tinha sido como ela, agora ela vai ser como eu. Mas este pensamento me castigava, eu queria que ela se transformasse? Eu gostaria dela se ela não possuísse mais aquele brilho inocente no olhar? A resposta era não.
Eu a amava porque ela era o que eu tinha medo de ser. Ela era a luz, a esperança e mesmo que isso não a levasse a lugar nenhum, ela não mudava de caminho. Ela era a prova que tudo havia sentindo e que a vida não era perda de tempo.
Terminei meu cigarro lendo alguns anúncios do jornal, era como mirar um espelho sem fim e sem reflexo: Assassinato, prisão, solidão, perpetua. 

domingo, 19 de setembro de 2010

Meu bem querer

Eu queria saber te dizer algo mais que meras palavras, sinceramente, eu queria ser capaz de dar-te o que sinto, talvez assim, você acreditasse de fato neles quando pudesse senti-los e conhecer todas as suas verdades, talvez assim, você parasse de duvidar, talvez assim você chegasse a entender o quanto isso me domina.
Gostaria de dizer-te tudo que há de mais belo, recitar os melhores versos e fazer com que estes se perpetuassem em sua mente, e morassem em seu coração. Mas infelizmente não sou capaz de nada disso, então tomei o devido cuidado de escolher entre dedos o que posso fazer, o que posso te dizer. Escolhi as seguintes palavras que não são grandes ou complexas, mas são as que mais gosto de ouvir da sua boca, são as únicas que me fazem sorrir de verdade, estas são simplesmente: eu, de fato, amo você. :@